<span;>A Embrapa lançou um edital para seleção de propostas que irão compor a programação da AgriZone – Casa da Agricultura Sustentável, espaço temático que funcionará durante a COP30, marcada para acontecer entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA). A iniciativa busca fortalecer o protagonismo da ciência brasileira nas discussões sobre agricultura sustentável e mudanças climáticas, em um dos maiores eventos ambientais do planeta.
<span;>Instalada na sede da Embrapa Amazônia Oriental, a AgriZone será um ambiente colaborativo e estratégico para o diálogo entre diversos setores – governos, ONGs, universidades, empresas, povos indígenas e comunidades tradicionais – com foco em soluções para o setor agroalimentar. A proposta é integrar ciência, inovação e saberes tradicionais em prol de uma agricultura mais resiliente e competitiva diante das mudanças climáticas.
<span;>As inscrições para submissão de propostas de eventos e ações já estão abertas e vão até o dia 23 de junho, por meio de formulário disponível no site da Embrapa. O resultado das iniciativas aprovadas será divulgado em 14 de julho. O processo de curadoria será conduzido por um comitê formado por representantes da própria Embrapa. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: eventos.agrizone@embrapa.br.
<span;>As propostas devem estar alinhadas aos temas da AgriZone, organizados em nove áreas temáticas — seis principais e três transversais — que totalizam 71 tópicos baseados nas discussões das edições anteriores da COP. Entre os principais assuntos estão segurança alimentar, mitigação e adaptação às mudanças climáticas, agroecologia, bioeconomia, justiça climática e inovação tecnológica no campo. A diversidade de temas visa estimular a troca de experiências entre agentes nacionais e internacionais.
<span;>A AgriZone integra o programa Jornada pelo Clima, criado pela Embrapa para ampliar a mobilização social em torno da crise climática e das soluções científicas desenvolvidas no Brasil. Além da AgriZone, a jornada conta com ações como os “Espaços do Clima” – promovidos em feiras agropecuárias – e os “Diálogos pelo Clima”, realizados nos diversos biomas do país.
<span;>Segundo Ana Euler, diretora-executiva da Embrapa, a intenção é construir um ambiente de intercâmbio entre redes de cooperação técnico-científica, promovendo a conexão entre ciência, inovação, políticas públicas e os conhecimentos tradicionais. “Precisamos garantir que a agricultura do futuro seja sustentável, adaptada ao clima e socialmente justa”, afirmou.
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