A nova pesquisa do Instituto Doxa apenas carimbou aquilo que os moradores de Santarém já sentem na pele: a gestão de Zé Maria Tapajós (MDB) é um fracasso retumbante. Apenas 19,5% da população aprovam o atual governo municipal — um índice alarmante, especialmente para quem ainda não completou cinco meses no cargo.
Enquanto outras cidades do Pará, como Ananindeua e Marabá, registram expressivos índices de aprovação (83,7% e 70,2%, respectivamente), Santarém amarga o fundo do poço. Isolado politicamente e desaprovado socialmente, Zé Maria enfrenta uma rejeição crescente alimentada por promessas quebradas, falta de planejamento e uma administração que parece descolada da realidade.
A pesquisa, realizada entre os dias 5 e 7 deste mês com 600 eleitores, escancarou o descontentamento generalizado. O sentimento nas ruas é unânime: Santarém está abandonada. A precariedade da saúde pública, ruas esburacadas, a ausência de diálogo com os bairros e um distanciamento gritante entre a gestão e as necessidades reais da população desenham o retrato de um governo acuado e ineficaz.
Diante desse cenário, cresce o temor de que Santarém continue ficando para trás, presa a um governo que coleciona críticas e rejeição em igual medida. A esperança de mudança que Zé Maria prometeu deu lugar à frustração de um mandato que, até agora, se resume ao retrocesso

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