O ano de 2025 começou trazendo novas perspectivas para pacientes que aguardavam um transplante renal no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém. Em menos de 40 dias, a unidade já realizou cinco transplantes com órgãos de doadores falecidos, marcando um ritmo que pode levar a um recorde histórico.
Em 2024, foram feitos nove procedimentos, beneficiando seis homens e três mulheres. Agora, no início de 2025, quatro homens e uma mulher receberam o transplante. Entre eles, Jonas da Costa Pinto, 62 anos, que desde 2022 dependia de hemodiálise. “Meu filho chegou e disse: ‘Papai, nós iremos agora pro hospital’. Eu nem acreditei. Dei um pulo da rede e corri pra cá. Graças a Deus, tá dando tudo certo. Era a coisa que mais eu esperava da vida”, contou emocionado. Ele também agradeceu à família do doador, reconhecendo que “outra família ganhou” com o gesto.
Referência no tratamento de doenças renais, o HRBA atende hoje 220 pacientes em programas de Hemodiálise, Diálise Peritoneal e Transplante Renal. Em 2024, foram realizadas 31.358 sessões de hemodiálise e, apenas em janeiro deste ano, já somam 2.561 sessões.
Segundo o diretor clínico e responsável técnico pelo serviço de transplantes, Dr. Emanuel Esposito, a meta é ambiciosa: “Se mantivermos essa média, podemos chegar a 36 transplantes renais em 2025, um recorde histórico para Santarém. Esse avanço libera vagas na hemodiálise e melhora a qualidade de vida dos pacientes”.
O nefrologista Henrique Rebello destaca que o transplante é “um recomeço”, permitindo que pacientes recuperem energia, voltem ao convívio familiar e retomem planos interrompidos pela doença.
Desde 2016, o HRBA já realizou 118 transplantes renais, beneficiando 82 homens e 36 mulheres. A equipe especializada conta com cinco médicos nefrologistas, um enfermeiro e dois técnicos de enfermagem, garantindo atendimento humanizado. Além dos transplantes, o hospital atua na captação de órgãos e tecidos, registrando, desde 2012, 57 doações efetivas, que resultaram em 107 rins, 77 córneas, 14 fígados e quatro corações.
O diretor-geral Matheus Coutinho reforça: “Cada transplante é mais do que um procedimento médico: é a oportunidade de recomeço para um paciente e sua família. Nosso compromisso é ampliar esse serviço e oferecer tratamento de qualidade à população”.

Comentários: