A saúde pública dos municípios do oeste paraense vai ganhar um reforço estratégico com a chegada do projeto Mais Médicos Especialistas, aprovado pela Resolução nº 316/2025 da Comissão Intergestores Bipartite do Pará (CIB/PA). A iniciativa prevê a atuação de médicos especialistas em áreas de alta demanda e em regiões que sofrem com a escassez de atendimento especializado.
A distribuição das 22 vagas autorizadas contempla os municípios de Santarém, Óbidos, Itaituba e Trairão, com foco em especialidades como anestesiologia, cirurgia geral, endoscopia, colonoscopia, ultrassonografia, ecocardiografia, entre outras.
A proposta é fortalecer a atenção especializada e formar médicos em serviço, além de reduzir o tempo de espera para cirurgias e exames, com atuação em hospitais municipais e centros de referência já preparados para receber os profissionais.
Confira como será a distribuição:
Santarém (5 vagas):
Hospital Municipal, Centro de Saúde da Mulher e do Idoso
Anestesiologia (1), Cirurgia geral (1), Videolaringoscopia e endoscopia nasofaríngea (1), Ultrassonografia mamária intervencionista (1), Ecocardiografia transtorácica (1)
Óbidos (10 vagas):
Santa Casa de Misericórdia de Óbidos
Cirurgia geral (5), Anestesiologia (5)
Itaituba (2 vagas):
Hospital Municipal
Anestesiologia (1), Colonoscopia e endoscopia digestiva (1)
Trairão (5 vagas):
Cirurgia geral (1), Cirurgia oncológica ginecológica (1), Colonoscopia e patologia ginecológica (1), Ultrassonografia mamária intervencionista (1), Anestesiologia (1)
A formação ocorrerá diretamente nos serviços de saúde, com integração entre ensino, serviço e comunidade. A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) será a diretriz formativa, garantindo qualificação contínua dos profissionais.
Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, a ação integra o programa Agora Tem Especialistas e busca interiorizar o acesso à saúde especializada, reduzir desigualdades regionais e aumentar a capacidade resolutiva dos serviços públicos de saúde.
A adesão ao projeto já foi validada e, nos próximos meses, será feita a formalização junto ao Ministério da Saúde, seguida da alocação dos profissionais.

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