Começa nesta quinta-feira (16) a terceira edição do Rima Santarém 2025, movimento cultural que reafirma a força do Hip Hop como expressão de resistência, arte e transformação social na Amazônia. A abertura ocorre com a Oficina de Danças Urbanas, ministrada por Hian Maniva, no Samu Class – Meta Fit, das 20h às 22h, em Santarém, no oeste do Pará.
A atividade propõe um mergulho nas linguagens e ritmos das danças urbanas, unindo experiências periféricas paraenses a movimentos culturais do mundo. Segundo o instrutor, a proposta é integrar corpo, ritmo e identidade.
“Estruturei uma coreografia que bebe em diferentes vertentes, com musicalidade inspirada no Electro Melody e no diálogo entre a cultura periférica paraense e outras culturas periféricas do mundo. É um encontro de corpos, ritmos e histórias que se cruzam dentro do Hip Hop”, explica Hian Maniva.
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A programação segue até sábado (18), com batalhas de rima, apresentações culturais e a grande final do evento na Praça do Mascotinho, reunindo MCs de Santarém, Altamira, Aveiro e Itaituba.
Na sexta-feira (17), o Teatro Victória recebe a Roda de Conversa “Os Desafios da Cena do Hip Hop na Amazônia”, com a presença de Priscila Castro (Secretária de Cultura), Pedro Alcântara (Comitê de Cultura), Hian Maniva, Kaipora, Kau Silva (idealizadora do projeto) e Mão no Bolso, campeão estadual do Duelo de MCs 2024. O debate abordará o fortalecimento das expressões urbanas, políticas culturais e ações afirmativas no setor.
A coordenadora Kau Silva destaca que o Rima Santarém vai além do entretenimento, sendo um ato de resistência e afeto coletivo.
“A dança conecta e liberta. Ela é uma das formas mais puras de expressão da periferia e mostra que a arte é, sim, uma possibilidade de futuro. O Rima nasceu para criar oportunidades, dar visibilidade e provar que existe potência, talento e verdade na arte feita por jovens da Amazônia”, reforça.
Com uma mistura de arte, cultura e engajamento social, o Rima Santarém 2025 promete ser um marco na valorização do Hip Hop amazônico e na promoção da juventude periférica como protagonista de transformação.

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