O Flamengo garantiu sua vaga nas oitavas da Libertadores com vitória por 1 a 0 sobre o Deportivo Táchira, mas longe de convencer. A classificação foi recebida com alívio pela torcida que, mesmo presente em peso no Maracanã — mais de 66 mil pessoas —, vaiou o time após o apito final. O Rubro-Negro, que precisava de uma boa vitória para sonhar com a liderança do grupo, entregou uma atuação oscilante, marcada por ansiedade e decisões erradas.
No primeiro tempo, o time de Filipe Luís mostrou nervosismo e pouca efetividade, apesar dos 56% de posse de bola e sete finalizações. A única chance clara veio aos 42 minutos, quando Pedro, com o gol escancarado, mandou para fora. O técnico reconheceu a tensão dos jogadores e promoveu mudanças no intervalo, como a entrada de Bruno Henrique, que deram mais ritmo à equipe. A melhora se traduziu em chances claras logo nos primeiros minutos da etapa final.
O gol da vitória veio aos 20 minutos, em jogada ensaiada de bola parada: Luiz Araújo cobrou falta e Léo Pereira apareceu livre para finalizar de primeira. Mesmo em vantagem, o Flamengo voltou a recuar e passou sufoco no fim. O Táchira quase empatou nos acréscimos, e Rossi precisou fazer grande defesa cara a cara com Lucas Cano.
Apesar dos 19 chutes e maior domínio de jogo, o Flamengo novamente esbarrou em sua instabilidade emocional e física. Filipe Luís defendeu seus atletas, destacando títulos recentes, mas o time segue devendo em campo. Um exemplo claro: após o gol, os jogadores comemoraram ao invés de acelerar o jogo em busca da liderança, que ainda era possível. A vaga veio, mas o desempenho acende o alerta para as oitavas.
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