Cerca de 5.200 pescadores associados à Colônia de Pescadores Z-20, em Santarém, no oeste do Pará, dependem do seguro-defeso para garantir a subsistência durante o período de reprodução dos peixes. No entanto, apenas uma pequena parcela conseguiu avançar na entrevista, considerada a primeira e decisiva etapa para o acesso ao benefício.
De acordo com a direção da Colônia, a adesão ainda está muito abaixo do esperado. O diretor de Relações Públicas, Alberto Costa, informou que aproximadamente 30% dos associados passaram pela entrevista até o momento. “Falta muito, mais da metade. A gente tá com uma faixa de 30% só”, destacou.
As equipes de atendimento já iniciaram os trabalhos na região do Lago Grande, onde a expectativa é entrevistar cerca de 1.500 pescadores nesta fase. O processo começa diretamente nas comunidades, com a verificação de quem está apto a receber o benefício.
A Colônia reforça que manter o cadastro atualizado é fundamental. Segundo Alberto Costa, quem não realiza a entrevista automaticamente fica impedido de acessar o seguro-defeso. “Se não fizer essa fase de entrevista, o seguro dele automaticamente não libera”, explicou.
Para a entrevista, são exigidos apenas documentos básicos: senha Gov.br, CPF, documento de identidade, e-mail e número de celular. Quanto à liberação dos pagamentos, a coordenação esclarece que não é necessário concluir 100% das entrevistas para que os depósitos comecem. “A partir do momento que cai no sistema, o sistema já vai”, afirmou o diretor.
A expectativa é que os pescadores que já concluíram a entrevista comecem a receber o benefício até janeiro. A Colônia Z-20 segue orientando os associados a procurarem atendimento o quanto antes, a fim de evitar atrasos no recebimento de um recurso considerado essencial para atravessar o período do defeso com dignidade.

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