Na próxima quarta-feira, 16 de julho, Belém será o ponto de encontro de especialistas, gestores públicos, pesquisadores, empreendedores e representantes da sociedade civil para discutir os rumos da bioeconomia na região amazônica. O evento, intitulado "Bioeconomias da Amazônia: caminhos possíveis de escalabilidade rumo a uma transição justa e sustentável", integra a programação da Semana do Clima da Amazônia e acontecerá no Espaço São José Liberto, das 8h30 às 17h.
Organizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o encontro é gratuito e requer inscrição prévia. A proposta é promover um diálogo amplo sobre desenvolvimento sustentável, aliando inovação, conservação ambiental e inclusão social.
A programação prevê cinco painéis temáticos, que abordarão desde inovação tecnológica e uso de dados estratégicos até políticas públicas, industrialização sustentável e sociobioeconomia. Um dos destaques será a apresentação de projetos como o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia e o recém-criado Centro de Sociobioeconomia, além da divulgação de estudos inéditos sobre a temática.
Participam ainda instituições como o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o World Resources Institute (WRI) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), contribuindo com diferentes perspectivas para a construção de políticas mais eficazes.
Durante o evento, o Governo do Pará lançará oficialmente o Selo Planbio, criado para certificar iniciativas alinhadas ao Plano Estadual de Bioeconomia. A certificação pretende estimular práticas sustentáveis e reconhecer projetos que integrem conservação ambiental e geração de renda para populações locais.
Outro atrativo da programação é o marketplace de bioeconomia, espaço dedicado à exposição e comercialização de produtos da floresta, conectando empreendedores da região a novos mercados e fortalecendo cadeias produtivas sustentáveis.
De acordo com a secretária de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, o encontro representa uma etapa decisiva para consolidar a bioeconomia como um modelo de desenvolvimento inclusivo e ambientalmente responsável. “Queremos transformar o Pará em referência internacional na construção de soluções sustentáveis que valorizem o conhecimento tradicional e respeitem a floresta”, afirmou.
A expectativa é que o evento impulsione novas parcerias, amplie o reconhecimento de políticas públicas voltadas à transição verde e contribua para escalar modelos de produção sustentáveis em todo o estado.

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