A Fundação Earthworm, organização internacional sediada na Suíça e reconhecida globalmente por iniciativas de sustentabilidade, vem ampliando significativamente sua atuação no oeste do Pará. Com presença consolidada em Santarém, Mojuí dos Campos e Belterra, a ONG tem impulsionado transformações práticas na agricultura familiar — setor essencial para o equilíbrio social, econômico e ambiental da região amazônica.
O trabalho da Earthworm dialoga diretamente com as agendas discutidas na COP30, sobretudo no que diz respeito à transição para modelos produtivos mais sustentáveis, resilientes e conectados à conservação florestal. Atualmente, cerca de 150 famílias já são beneficiadas de forma direta por meio de assistência técnica contínua, implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), análises de solo, oficinas formativas, incentivo ao protagonismo feminino e apoio ao fortalecimento comunitário.
Além disso, a fundação atua como ponte entre produtores e novos mercados, ajudando a ampliar as oportunidades de comercialização e, consequentemente, de geração de renda. Os SAFs implementados priorizam culturas essenciais para a segurança alimentar, como mandioca e hortaliças, ao mesmo tempo em que promovem diversificação com açaí, banana, citros, cumaru, andiroba e outras espécies regionais. Essa estratégia integra produção, conservação e geração de renda, estimulando que mais agricultores mantenham a floresta em pé enquanto ampliam suas oportunidades econômicas.
A meta da Earthworm é ambiciosa: alcançar 600 famílias até 2027, beneficiando mais de 800 pessoas nos três municípios. De acordo com a gerente de projetos, Camila Nardon, o avanço depende da articulação com diversos atores locais. “Criamos conexões estratégicas entre comunidades, setor privado e poder público. Em paralelo, conduzimos ações de governança territorial, como mapeamento de riscos socioambientais e construção de planos comunitários que conciliam conservação florestal, geração de renda e estabilidade econômica”, destaca.
A fundação também dedica esforços ao fortalecimento territorial, estimulando autonomia produtiva e organização comunitária. Camila explica que, antes da implementação das ações, foi realizado um diagnóstico completo sobre a realidade agrícola da região, permitindo estruturar modelos de SAFs alinhados ao potencial local e ao interesse dos produtores. “A Earthworm tem transformado a realidade da agricultura familiar. Estamos criando soluções práticas para melhorar a qualidade de vida e ampliar as oportunidades das famílias rurais”, afirma.
Presente no território desde 2022, a Earthworm iniciou sua atuação com escuta ativa das comunidades e construção de parcerias locais. Desde então, vem fortalecendo cadeias produtivas, promovendo regeneração ambiental e impulsionando o desenvolvimento territorial sustentável — um movimento que reforça a importância da agricultura familiar como pilar para o futuro da Amazônia.

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