O animal, ainda em idade de amamentação, foi encontrado órfão por moradores da comunidade de Piquiatuba, localizada na área da Floresta Nacional do Tapajós, próximo à Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. As duas unidades de conservação atuaram em conjunto na operação emergencial.
Segundo a bióloga Brena Cunha, do ICMBio, o mamífero está sob cuidados constantes, recebendo alimentação adequada até que possa ser encaminhado a um centro especializado no manejo da espécie. “A situação é crítica. Um filhote nessa fase depende de cuidado parental por mais de dois anos. Sem isso, o risco de morte é alto. Por isso, redobramos a atenção”, explicou Cunha.
O caso reacende o alerta sobre a vulnerabilidade da espécie, que já figura na lista de animais ameaçados de extinção. Este é o quarto registro de filhote órfão nas margens do Tapajós, o que levou o ICMBio a intensificar a vigilância nas áreas de conservação. As causas mais prováveis do desaparecimento das mães incluem caça ilegal, pesca predatória com redes malhadeiras e os impactos crescentes das mudanças climáticas sobre a biodiversidade da região.

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