Com o objetivo de fortalecer o combate aos impactos causados pela contaminação por mercúrio na Bacia do Tapajós, foi realizada mais uma reunião do Fórum Paraense, que integra esforços do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT) e da sociedade civil organizada. A iniciativa promove ações coordenadas entre instituições e populações tradicionais da região, unindo ciência, saúde pública e sustentabilidade.
O encontro reuniu representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Departamento de Gestão do Fundo Amazônia – instrumento que financia projetos alinhados ao Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAM). Foram apresentadas orientações sobre os editais vigentes, com destaque para possibilidades de financiamento em áreas como monitoramento ambiental, ordenamento territorial e arranjos produtivos sustentáveis.
Durante a reunião, os Grupos de Trabalho (GTs) ligados ao Fórum apresentaram suas principais atividades e propostas. O GT Meio Ambiente e Recomposição com Sustentabilidade sugeriu a criação de materiais educativos para conscientizar a população sobre os danos do garimpo à qualidade da água. Já o GT Saúde propôs a realização de um seminário técnico no segundo semestre deste ano, com foco em capacitação e notificação de casos de contaminação mercurial.
Estiveram presentes representantes da promotoria do MPPA, da Procuradoria da República no MPF e do MPT, além de instituições como Universidade do Estado do Pará (UEPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Projeto Saúde e Alegria, Ibama, WWF Brasil, Sapopema, e secretarias estaduais de Meio Ambiente, Saúde e Educação. O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) também contribuíram com dados sobre pesquisas científicas realizadas na região e discutiram estratégias para testagens e formação de profissionais da saúde como multiplicadores das ações.
A próxima reunião do Fórum está marcada para o dia 11 de agosto, nas dependências do Ministério Público Federal, e terá como foco a mobilização de lideranças e coletivos indígenas, ampliando a participação dessas comunidades nas futuras ações planejadas.

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