O fornecimento de energia no Baixo Amazonas está enfrentando uma ameaça inusitada, mas cada vez mais frequente: a ação de animais, especialmente aves, nas estruturas da rede elétrica. Somente entre janeiro e maio deste ano, a Equatorial Pará registrou cerca de 2.950 interrupções provocadas por esse tipo de interferência. O número alarmante reflete um problema que afeta diretamente moradores e comerciantes da região.
De acordo com a distribuidora, a situação é mais comum em áreas periféricas, onde o descarte irregular de lixo — especialmente restos de alimentos e animais mortos — atrai urubus, que acabam pousando sobre cabos e transformadores, provocando curtos-circuitos, quedas de energia e até riscos à segurança pública. Além do impacto no fornecimento, os prejuízos também atingem o comércio local, que enfrenta instabilidade e perdas durante os períodos de interrupção.
Para minimizar os danos e garantir maior estabilidade no sistema, a Equatorial Pará está implementando medidas preventivas. Um exemplo é a instalação de Protetores Preformados de Pássaros, como os que já foram colocados ao longo da Avenida Mendonça Furtado, em Santarém. Os dispositivos dificultam o pouso das aves, reduzindo os riscos de contato com as redes.
Apesar dos investimentos em tecnologia, a distribuidora ressalta que a colaboração da população é fundamental. “A solução passa também pela conscientização. Evitar o descarte de lixo próximo às estruturas de energia ajuda a diminuir a presença dessas aves e, consequentemente, os riscos de falhas”, reforça Clayson Almeida, gerente de Serviços Técnicos e Comerciais da Equatorial Pará.

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